Os efeitos colaterais de um "evangelho placebo"

Remédios que, em sua maioria, não fazem só bem...
Nasceu minha filhinha. E como acontece com algumas mulheres, o leite materno ainda não havia chegado.

Um dos médicos disse que iria receitar um antipsicótico o qual tem como um de seus efeitos colaterais a hiperprolactinemia (produção excessiva do hormônio responsável pela produção do leite).

Na hora a minha reação foi a de dizer à minha esposa que ela não iria tomar esse remédio. Graças a Deus esse remédio não fez falta para o fim que ele gera de forma indireta.

No mesmo dia assistia a um programa que falava sobre a perseguição a algumas mulheres aderentes de uma região monoteísta do oriente médio, a qual foi apontada no programa como sendo uma religião de paz.

O que eu pude observar é que alguns valores dessa religião realmente chamam a atenção pela sua positividade. As mulheres realmente se ataviam de maneira decente e o trato entre os pretendentes ao casamento é de muito respeito, sem brechas para a fornicação.

Isso me fez refletir que, em ambos os casos, o desespero pode levar as pessoas a buscarem um benefício que nada mais é que um efeito colateral, sem se importar se, de fato, o efeito principal não será comprometedor de alguma forma.

Geralmente se fazia o contrário antigamente. Se tomava o remédio pelo que ele poderia fazer, para daí analisar se valeria a pena correr o risco de apresentar os efeitos colaterais.

No caso da lactação, certamente existem remédios mais apropriados para isso, cujos efeitos colaterais são nulos ou fracos. Mas, o que podemos dizer das mais diversas manifestações que se dizem cristãs; estariam elas sendo o remédio que o mundo precisa, ou estamos tão inúteis ao ponto do mundo arriscar um remédio que nem é pra tal coisa, sem se importar com o efeito principal.

Que Deus revista a sua igreja de autenticidade, para que a sua relevância impeça muitos de errarem. Até à próxima!