Amor e Ódio às Nações

E cada nação pode ter mais de uma cultura...
"Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens,

Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,


Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;


O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2:11-14 - ACF)"

Nós, brasileiros, temos um costume (que não sei se é igualmente visto em outros povos), que é o de falar mal de seu próprio povo, incorrendo, assim, num tipo de auto-depreciação.




E nesse processo de auto-depreciação nós, os crentes, podemos dizer que muito do que se diz ser (ou que de fato é) inerente ao povo brasileiro, o coloca bem distante do perfil de um cidadão da pátria celestial. Mas temos que tomar certos cuidados quando nos comparamos com outras nações dessa terra.

Tenho conversado com pessoas que tiveram a oportunidade de estar em países mais velhos (e/ou mais desenvolvidos) que o Brasil, onde uma coisa simples, como terem lugares onde as pessoas podem comprar suas coisas apenas pegando o produto desejado e deixando o dinheiro numa caixinha (sem a presença de um atendente), é aplaudida de pé por uns poucos brasileiros que sonhariam com tal realidade aqui.

Tal sentimento pode nos fazer pensar que a pecaminosidade é simples comportamento cultural, sendo que anos e anos de uma punição mais severa aos que transgridem tais leis seja suficiente para que o nível de urbanidade da nossa nação pudesse chegar a um nível satisfatório, nos deixando "mais próximos" do ideal dos cidadãos celestes.

Mas temos que ter em mente que ser cidadão dos céus não é uma tarefa atingível a nenhum ser humano por seus próprios méritos. Nenhuma nação desta terra poderá, por mais que se esforce, chegar a uma condição que a coloque tão próxima do que haverá de ser a nossa Cidade Celestial.

Então qual deveria ser a esperança de um cristão brasileiro para a sua nação? Ora, o Evangelho! Pois só ele tem o poder de transformar cidadãos de qualquer nação e cultura deste mundo em legítimos cidadãos dos céus com todas as suas qualidades, através da supressão de todos seus defeitos (culturais ou não).

Antigamente os crentes eram vistos hereges, presunçosos, fanáticos e traidores da igreja/religião oficial pelos moradores desta nação. Mas, ainda assim, o que um crente dizia era tido como verdade e os compromissos firmados por eles eram levados a sério. Tudo isso porque, apesar do mundo da época não suportar o crente, ainda assim sabia que ele era uma pessoa séria.

Hoje parece que o povo está gostando um pouquinho mais da gente. Mas todo aquele reconhecimento que eles tinham que prestar, ainda que a contragosto, está cada vez mais raro. E tudo porque aumentou o número de brasileiros entre os cidadãos dos céus, e não o contrário.

Nossa nação celestial tem leis e culturas próprias. A renovação do nosso entendimento capaz de nos fazer provar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus é o antídoto à nossa adequação à cultura deste mundo caído. Tal sentimento estava totalmente presente em Paulo, talvez um dos maiores missionários que este mundo já conheceu.

Não sei se o chamado de todos que vão ler esta postagem é o de levar o Evangelho à nossa nação. Se Deus tem impulsionado alguns a levar as Boas Novas a outras nações, que os tais se lembrem que a pecaminosidade está muito além de uma herança cultural, embora perpasse por ela. O mais importante na hora de se vencer uma batalha é saber contra quem se está lutando.

Que nosso amor por qualquer uma das nações deste mundo seja expresso em "expatriar" seus cidadãos em suas culturas potencialmente pecaminosas, a fim de que a Cidade Celestial ganhe novos cidadãos, com todas as virtudes de quem dali é. E que nossa notória ação política seja a de anunciar o Reino dos Céus a todos os perdidos deste mundo, combatendo toda falsa doutrina que queira trazer uma espécie de paraíso na terra através de seus próprios esforços.

Que Deus (para o qual não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre) tenha compaixão dos que já se tornaram embaixadores da parte de Cristo. A fim de que anunciemos a todos a nossa Cidade futura de onde também esperamos o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Até a próxima!